sábado, 22 de novembro de 2025

Apenas Deus...

 



Apenas Crer
Apenas Esperar
Apenas ser socorrido
Apenas doar-se
Apenas entregar-se
Apenas viver
Apenas vencer
Apenas Deus em nossas vidas!


Marcio Gil de Almeida


Contribuição voluntária e sem valor determinado.

Marcio Gil de Almeida
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Veja  obras de Marcio Gil de Almeida em forma de e-book:

quarta-feira, 19 de novembro de 2025

O Boi da Praça

 


O Boi da Praça é uma fábula da minha autoria, Marcio Gil de Almeida. Ela explica o surgimento dos monumentos tradicionais que estão na Praça Dairy Walley em Itapetinga.


Teólogo e Pedagogo

Em Itapetinga, uma das praças, chamada Dairy Walley, desde a minha infância é apelidada de Praça do Boi. O motivo para tal apelido são as estátuas impressionantes de um boi, duma vaca e do seu bezerro.

Certo dia assentei-me em um banco para ver mais de perto as estátuas, passei a  ficar deslumbrado com tal arte e em especial a do boi. Deixei escapar uma pergunta: Será que existe uma estória por detrás deste boi e da sua família? Foi quando a praça impregnada de pardais, um momento fabuloso aconteceu. Um pardal, que se identificou com o nome de Fabulino, voou de uma árvore, posou em meu ombro e disse-me:

-Você quer saber a estória deste boi?
-Claro que sim...Respondi para o pardal Fabulino.
-Vou contar o mistério que há. Vou dizer-te o que homem algum sabe. Falou com entusiasmo o pardal Fabulino.
-Conte-me depressa. Disse eu para o pardal Fabulino.

segunda-feira, 10 de novembro de 2025

Encarando o Fio de Cerol

 Marcio Gil de Almeida

Teólogo e Pedagogo

Certa vez um Equilibrista notável recebeu um desafio um insensato: ANDAR SOBRE UM FIO DE CEROL. Todavia, ele era aventureiro e não se importava com os riscos. Ele, então, chamou toda imprensa e marcou o grande dia do espetáculo. O Equilibrista precisava de concentração na mente, nas emoções e estabilidade. O aventureiro tinha consciência das conseqüências de um deslize: O DESAFIO ERA MORTAL. Neste Show não havia lugar para desequilíbrios, deslizes e vacilos..

Passado algum tempo, chegou o grande dia. A TV estava transmitindo ao vivo. O Equilibrista incitava o público. Finalmente, fez o prometido. O Show foi um sucesso e devido a isto resolveu repetir o show em outras ocasiões. Repetiu cinco vezes e quando alcançou a sexta vez, um imprevisto aconteceu. Uma mosca posou no seu nariz, ficou muito incomodado, irritado e desconcentrado. O Equilibrista perdeu a concentração, o equilíbrio e o fio de cerol entrou por entre as pernas e penetrou até o abdome. Acabou por cair e veio a óbito.

LIÇÃO I

Na vida tomamos muitas decisões sábias e com apenas uma decisão louca podemos perder tudo. Andar sobre um Fio de Cerol é ou não é, uma loucura?

LIÇÃO II

Apenas uma mosca pode tirar o nosso olhar daquilo que realmente importa. Quando isto acontece o Fio de Cerol nos corta. Cuidado com as distrações ou com detalhes sem importância.

LIÇÃO III

As emoções são importante e fazem parte da nossa vida, mas tomar decisões baseadas somente nas emoções é tolice.

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Marcio Gil de Almeida
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sábado, 8 de novembro de 2025

ORTHOS, Um Planetas Sem Nomes (Substantivos)

 Marcio Gil de Almeida

Pedagogo e Teólogo

Conta-se  que havia um planeta   chamado Orthos.  Era um planeta sem graça, perplexo, com dificuldade de comunicação, um mundo confuso, um mundo quase mudo e um mundo sem Nomes.

No planeta Orthos havia uma lei que não podia haver criatividade para não destruir  o que já existia. Era um planeta sem nomes ou seja sem Substantivos. Quando uma pessoa queria  se referir a algum objeto, ou a uma pessoa  ou a um  ser,  apenas usava-se o queixo ou  um dedo para tal e tudo isto  era um verdadeiro atraso de vida.  Durante séculos foi assim... Até que três palavras se reuniram para conversar sobre o assunto, as quais foram: Sensatez, Inteligência e Estratégia. Elas travaram um diálogo revolucionário.
- Precisamos de algo mais substancial, algo que promova consistência, disse a palavra Sensatez.

sexta-feira, 17 de outubro de 2025

ROMÂNTICA PARA VOCÊ

 



Estou pensando em você.
Tudo está perfeito,
A lua e as estrelas brilham.
Estou linda, perfumada, aprazível.
Penso em você, desejo você.
Imagino você chegar de mansinho,
Acariciar-me, beijar-me,
Sentir seu forte abraço,
Ouvir palavras quentes de amor,
Esta noite serei romântica,
Esta noite serei tua e tu serás meu.
Serei romântica para você


AUTORIA: MARCIO GIL DE ALMEIDA


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segunda-feira, 29 de setembro de 2025

Irmão de Natureza Duvidosa (Texto e Audio)

 


Marcio Gil de Almeida
Conta-se que uma Piranha e um Tucunaré apaixonaram-se loucamente. Eles fizeram juras de amor, no entanto, não conseguiram ficar juntos, pois possuíam naturezas diferentes e suas famílias não aceitavam. Mesmo assim, tiveram um filhote por nome de Pirunaré e sua mãe já tinha outros filhotes com os quais firmou amizade. O irmão do coração dele era o Afelês. Eles brincavam e passeavam muitas vezes buscando aventuras. Mas, em um belo dia, entusiasmados pela grande amizade fizeram uma aliança de um cuidar do outro.

Assembleia das Arvores

  Por Marcio Gil de Almeida

As árvores estarrecidas e chocadas pela destruição implacável e mortes de muitas de suas irmãs e da estupidez dos filhos de Adão. Resolveram que deveriam reunir e conversar sobre o assunto. Nesta reunião, a tristeza, a dor, a desolação e a revolta eram patentes no ambiente discursivo. No ano de 1950, no dia vinte e um, do mês de setembro, foram registrados na ata da Assembléia das Árvores, os ocorridos.

O Cajueiro estava revoltado e agitava-se de um lado para o outro. Em meio tanta agitação, os seus galhos entrelaçavam e produziam ruídos, e aí falou em alta voz para toda a floresta ouvir:

- Vamos amigas promover um movimento revolucionário! Vamos iniciar uma guerra contra os filhos de Adão! Eles respiram o ar que nós purificamos, bebem da água que nós preservamos, comem do nosso fruto, se perfumam com as nossas flores, e são curados com as nossas folhas e raízes. Apesar disto tudo, eles nos derrubam, destroem e nos matam. Até quando vamos permitir tal horror?

Uma grande árvore, o Pau Brasil, alça os seus galhos e pede a palavra.

-Irmãs, não devemos entrar em guerra contra os homens, pois certamente vamos  ser derrotadas.

-Nós somos mais fortes do que eles, certamente vamos prevalecer, disse o Açaizeiro.

-Devemos entregar para Deus e ele vai resolver o problema, disse o Maracujazeiro.

-Deus presenteou com o livre arbítrio para os homens e já mostrou para eles que a natureza geme. No entanto, eles não dão ouvido, disse a Macieira.

De repente, um arbusto invade a reunião gritando em desespero, já quase sem fôlego e dá as novas e más noticias:

-Os filhos de Adão estão avançando em nossa direção com os monstros infernais, máquinas da destruição! Elas derrubam e arrancam as árvores. As novas e as velhas árvores são cruelmente esmagadas. Certa amiga, a jovem Goiabeira, estava cheia de pequenos frutos e fora destruída de uma forma implacável! Amigas, ela não tinha dado a sua primeira safra, era jovem e tinha muito a dar.

-Vamos amigas temos que reagir, disse o Cajueiro.

Então, se prepararam para a guerra. Quando os homens chegaram, as árvores não se conteram e reagiram fortemente. O resultado desta guerra não foi agradável. E desta forma aconteceu a destruição. Os homens eram os mais fracos, todavia, ganharam a guerra porque os monstros lhes eram favoráveis.

Talvez vocês não saibam, mas quem me contou esta história foi a última árvore, o Pau Brasil, duma cidade chamada Pau Brasil, dum país chamado Brasil. Este último Pau Brasil enviou-nos a seguinte mensagem:

“Os filhos de Adão desobedecem a Deus e ao destruírem as árvores, trazem grande mal para si. Sem árvores, sem ar e  água de qualidade, sem perfume, sem saúde e sem fruto. Desta forma, o homem está destinado à implosão existencial. Os filhos de Adão estão ficando sem árvores e sem vida. As árvores estão guerreando pela sobrevivência. Elas estão perdendo e os homens pensam que são vencedores. Todavia, o espelho do bom senso tem revelado que sem as árvores são seres destinados à morte pela própria estultícia. No dia 21 de setembro comemora-se o dia da Árvore e nós não queremos piedade, queremos respeito.”

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