Mostrando postagens com marcador Fábulas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Fábulas. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

Aliens no Planeta Orthos: Pronomes

 Autoria:

Marcio Gil de Almeida
Pedagogo e Teólogo

Depois de muito tempo, no Planeta Orthos, os cidadãos perceberam que as muitas conquistas, como: uma nova constituição planetária, sendo esta a Gramática, para a organização da sociedade; com a aceitação e oficialização dos artigos e dos substantivos, notou-se que a sociedade entrou novamente em uma grave crise. Uma sociedade apenas com Artigos e Substantivos não era suficiente. Os  substantivos estavam sobrecarregados e a comunicação estava prejudicada. Devido esta situação foi convocada uma Assembleia Extraordinária com todos os habitantes do planeta Orthos. Enquanto ocorria a grande Assembleia, foi a mesma interrompida por uma notícia chocante.

O planeta Orthos, em todos os seus noticiários estava sendo repetida a notícia que dois meteoros estariam chocando com  o planeta. Foi um verdadeiro desespero, o primeiro a chocar com o planeta causaria pequenos estragos, mas o segundo significa a morte do planeta. Ao chegar o grande dia, todos se reuniram para esperarem o fim do mundo. O primeiro meteoro caiu e trouxe o seu estrago, o segundo, para surpresa de muitos, por erro dos cientistas, não era um meteoro, era uma espaçonave muito esquisita no formato de “P”. Esta pousou no planeta e todos ficaram esperando pra ver o que sairia desta grande espaçonave.

A Amizade de Serpente

 

Marcio Gil de Almeida
Teólogo e Pedagogo


Dizeêm que no ZooMatinha de Itapetinga uma  serpente filhote, chamada Apetitosa, conheceu uma ratinha, também filhote, chamado de Confiança. Elas se tornaram grandes amigas, conversavam muito e compartilhavam os sonhos da vida. 

A ratinha confiança perguntou:

- Amiga Apetitosa, qual o seu maior sonho?
-Ser mãe, ter minhas crias... E você?  Falou a serpente.
- Ser amiga sua durante toda a minha vida. Respondeu a ratinha.

 Ninguém percebia o que acontecia por que a ratinha entrava na morada da serpente por um buraco difícil de ser visto. A serpente Apetitosa  e a ratinha Confiança cresceram...Um belo dia a serpente Apetitosa estava gravida e ninguém sabia. Naquele dia o tratador colocou a quantidade normal de comida para a nobre serpente. Ela comeu com muita vontade e quando terminou, ainda continuava com muita fome. De repente, apareceu a ratinha Confiança e sem que desse tempo da ratinha falar qualquer coisa, a serpente Apetitosa em um só movimento comeu a grande amiga. Naquele memento a natureza de serpente  prevaleceu e quando ela percebeu o que tinha feito, já era tarde de mais.

LIÇÃO

Não faça amizade com serpente, pois o seu fim pode ser o mesmo da ratinha Confiança.

Contribuição voluntária e sem valor determinado.
Marcio Gil de Almeida
Pix 73982455883
Veja  obras de Marcio Gil de Almeida em forma de e-book:
                                                       

Origem dos Professores Remunerados

 


      Existem aqueles que acreditam na teoria de que foram os sofistas, os primeiros professores remunerados da história. Mas, se você ainda não foi informado, quero proclamar a verdadeira estória. Aquela que ninguém conta. Aquela que só eu posso e vou contar. Leia com atenção esta grande revelação.

Conta-se que em um país muito distante, muito diferente e que se primava pelo melhor. Começou alí a tradição do professor remunerado. Este país era chamado de “O Reino Secreto das Corujas”. Este Reino passou grandes crises e grandes problemas. Diante da crise, quase destruiu o país das maravilhas. Isto só não ocorreu por que a Sapiência, o Grande Ser da Realeza, resolveu conseguir dar a solução para a crise e evitar o caos no Reino. Disse a coruja Sapiência:

- Vamos realizar um concurso para obtermos sugestões, a fim de que resolver a grande crise.

A notícia do concurso causou um alvoroço, e muitos apareceram com variadas soluções. Depois de doze meses de análises, concluíram que a proposta vencedora fora da coruja chamada Didáskalos.

-A solução é  o Corujamento Interativo Educacional, afirmou Didáskalos.
Por essa atitude, Didáskalos, recebeu um titulo de nobreza e de sabedoria. Ela recebeu o titulo de Mestre. Então, o Mestre escolheu a sua recompensa com grande entusiasmo: GRATIDÃO E SALÁRIO DIGNO.
         Esta é a verdadeira estória do Mestre remunerado. Foi daí que os homens imitaram e que não queriam confessar a verdade.
Nesta estória tem uma lição que as corujas deixaram para todos nós: Um país sem SAPIÊNCIA não há TÍTULO e nem REMUNERAÇÃO DÍGNA.

Autoria: Marcio Gil de Almeida
Contribuição voluntária e sem valor determinado.
Marcio Gil de Almeida
Pix 73982455883
Veja  obras de Marcio Gil de Almeida em forma de e-book:
              

A Lenda da Caixa Mágica



 
Há dez milhões de anos atrás, seres misteriosos inventaram uma Caixa Mágica. Ela tinha o poder de manipular, hipnotizar e tirar o que se tem de mais valioso. Aqueles seres desapareceram misteriosamente, mas a Caixa Mágica fora escondida numa caverna. Passado muitos séculos uma coruja a descobriu. Ela apertou vários botões até compreender o seu funcionamento, mas o que lhe mais chamou atenção foi a vara mágica que a fazia funcionar de longe. A coruja muito sábia desenvolveu uma nova mágica que poderia inserir uma programação lucrativa. Todos conheciam aquela coruja chamada de Manipuladora. Para isso resolveu que deveria multiplicar a Caixa Mágica em numero infinito e espalhá-las por todo Reino das Corujas. A sua visão era ampla pois decidira levar para outros reinos, como por exemplo, o Reino dos Burros.

A coruja Manipuladora reconhecia que as suas irmãs corujas eram inteligentes, contudo a Caixa Mágica cumpriria o seu propósito de trazer lucro para o seu possuidor da Rede de Caixas Mágicas e entretenimento para as clientes. A novidade trouxe grande alvoroço e quem não a possuía, ficava com um déficit no seu Status Quo. Todos ficaram felizes com novidade. Entretanto, o Ministério da Saúde das aves detectou, que muitas corujas estavam ficando doentes. Poucas voavam, muitas estavam deprimidas, obesas e até o cérebro estava diminuído de tamanho. Várias crises no Reino das Corujas se instalaram em todas as áreas e a área mais atingida foi a da família. A caixa mágica manipulava as corujas para uma vida sem o principal que era a liberdade de pensamento e de expressão. Com o tempo a Caixa Mágica instalou hipnoticamente muralhas viciantes e mentais que tiveram a visão da vida de 100% para 10% de alcance. A audiência era o mal a ser alcançado. Uma verdadeira doença, um vírus. A clientela não percebia que as tornava massa de manipulação. As coisas principais, já não eram principais, as coisas insignificante e e repugnantes se tornaram as principais... a mágica aconteceu: as corujas não conseguiam ser mais corujas. Magicamente transformaram-se em aves de rapina de quinta categoria. Elas só não conseguiam ver e nem queriam ver os fatos.


Houve uma revolta no Reino das Corujas e a coruja Telos nos revelou que as Caixas Mágicas foram quase todas destruídas. Muitas corujas tiveram suas vidas destruídas... Além do mais, nos revelou que um homem descobriu esta caixa mágica e ele a proliferou em todos os lares humanos.



A coruja Telos enviou um recado para quem tiver a sorte de ler esta estória. E o recado é o seguinte : CUIDADO COM A CAIXA MÁGICA...



AUTOR: MARCIO GIL DE ALMEIDA
Escrito em 23 de jul de 2016



 Contribuição voluntária e sem valor determinado.

Marcio Gil de Almeida
Pix 73982455883
Veja  obras de Marcio Gil de Almeida em forma de e-book:
                                                     

Conversa de Bicileta


Autoria: Marcio Gil de Almeida



Em certa cidade, chamada Itapetinga, fora construído um estacionamento para bicicletas. Ali duas bicicletas se conheceram. O nome de uma era Margareth e o nome da outra era Tinga. Todos os dias se encontravam na Av. Itarantim e se deslocavam para o estacionamento do centro da cidade. Os seus proprietários trabalhavam na mesma empresa. Daí a coincidência de se encontrarem na pista e no estacionamento. Certo dia, as duas conversaram e foi a Margareth que começou o diálogo:

-Vejo, como sempre, que chego primeiro que você, Tinga.
- É verdade amiga, mas isto vai mudar um dia. Disse a bicicleta Tinga.

quarta-feira, 19 de novembro de 2025

O Boi da Praça

 


O Boi da Praça é uma fábula da minha autoria, Marcio Gil de Almeida. Ela explica o surgimento dos monumentos tradicionais que estão na Praça Dairy Walley em Itapetinga.


Teólogo e Pedagogo

Em Itapetinga, uma das praças, chamada Dairy Walley, desde a minha infância é apelidada de Praça do Boi. O motivo para tal apelido são as estátuas impressionantes de um boi, duma vaca e do seu bezerro.

Certo dia assentei-me em um banco para ver mais de perto as estátuas, passei a  ficar deslumbrado com tal arte e em especial a do boi. Deixei escapar uma pergunta: Será que existe uma estória por detrás deste boi e da sua família? Foi quando a praça impregnada de pardais, um momento fabuloso aconteceu. Um pardal, que se identificou com o nome de Fabulino, voou de uma árvore, posou em meu ombro e disse-me:

-Você quer saber a estória deste boi?
-Claro que sim...Respondi para o pardal Fabulino.
-Vou contar o mistério que há. Vou dizer-te o que homem algum sabe. Falou com entusiasmo o pardal Fabulino.
-Conte-me depressa. Disse eu para o pardal Fabulino.

sábado, 8 de novembro de 2025

ORTHOS, Um Planetas Sem Nomes (Substantivos)

 Marcio Gil de Almeida

Pedagogo e Teólogo

Conta-se  que havia um planeta   chamado Orthos.  Era um planeta sem graça, perplexo, com dificuldade de comunicação, um mundo confuso, um mundo quase mudo e um mundo sem Nomes.

No planeta Orthos havia uma lei que não podia haver criatividade para não destruir  o que já existia. Era um planeta sem nomes ou seja sem Substantivos. Quando uma pessoa queria  se referir a algum objeto, ou a uma pessoa  ou a um  ser,  apenas usava-se o queixo ou  um dedo para tal e tudo isto  era um verdadeiro atraso de vida.  Durante séculos foi assim... Até que três palavras se reuniram para conversar sobre o assunto, as quais foram: Sensatez, Inteligência e Estratégia. Elas travaram um diálogo revolucionário.
- Precisamos de algo mais substancial, algo que promova consistência, disse a palavra Sensatez.

sexta-feira, 17 de outubro de 2025

O REINO DOS MACACOS



Conta-se que a milhões e milhões de anos atrás, havia outra civilização que era dominante no planeta Terra: Era o Reino dos Macacos. Um reino mágico onde tudo era possível. Todas as coisas viviam em harmonia. Era o céu que homens sempre desejaram. Mas, o que aconteceu para este reino não mais existir?

segunda-feira, 29 de setembro de 2025

Irmão de Natureza Duvidosa (Texto e Audio)

 


Marcio Gil de Almeida
Conta-se que uma Piranha e um Tucunaré apaixonaram-se loucamente. Eles fizeram juras de amor, no entanto, não conseguiram ficar juntos, pois possuíam naturezas diferentes e suas famílias não aceitavam. Mesmo assim, tiveram um filhote por nome de Pirunaré e sua mãe já tinha outros filhotes com os quais firmou amizade. O irmão do coração dele era o Afelês. Eles brincavam e passeavam muitas vezes buscando aventuras. Mas, em um belo dia, entusiasmados pela grande amizade fizeram uma aliança de um cuidar do outro.

Assembleia das Arvores

  Por Marcio Gil de Almeida

As árvores estarrecidas e chocadas pela destruição implacável e mortes de muitas de suas irmãs e da estupidez dos filhos de Adão. Resolveram que deveriam reunir e conversar sobre o assunto. Nesta reunião, a tristeza, a dor, a desolação e a revolta eram patentes no ambiente discursivo. No ano de 1950, no dia vinte e um, do mês de setembro, foram registrados na ata da Assembléia das Árvores, os ocorridos.

O Cajueiro estava revoltado e agitava-se de um lado para o outro. Em meio tanta agitação, os seus galhos entrelaçavam e produziam ruídos, e aí falou em alta voz para toda a floresta ouvir:

- Vamos amigas promover um movimento revolucionário! Vamos iniciar uma guerra contra os filhos de Adão! Eles respiram o ar que nós purificamos, bebem da água que nós preservamos, comem do nosso fruto, se perfumam com as nossas flores, e são curados com as nossas folhas e raízes. Apesar disto tudo, eles nos derrubam, destroem e nos matam. Até quando vamos permitir tal horror?

Uma grande árvore, o Pau Brasil, alça os seus galhos e pede a palavra.

-Irmãs, não devemos entrar em guerra contra os homens, pois certamente vamos  ser derrotadas.

-Nós somos mais fortes do que eles, certamente vamos prevalecer, disse o Açaizeiro.

-Devemos entregar para Deus e ele vai resolver o problema, disse o Maracujazeiro.

-Deus presenteou com o livre arbítrio para os homens e já mostrou para eles que a natureza geme. No entanto, eles não dão ouvido, disse a Macieira.

De repente, um arbusto invade a reunião gritando em desespero, já quase sem fôlego e dá as novas e más noticias:

-Os filhos de Adão estão avançando em nossa direção com os monstros infernais, máquinas da destruição! Elas derrubam e arrancam as árvores. As novas e as velhas árvores são cruelmente esmagadas. Certa amiga, a jovem Goiabeira, estava cheia de pequenos frutos e fora destruída de uma forma implacável! Amigas, ela não tinha dado a sua primeira safra, era jovem e tinha muito a dar.

-Vamos amigas temos que reagir, disse o Cajueiro.

Então, se prepararam para a guerra. Quando os homens chegaram, as árvores não se conteram e reagiram fortemente. O resultado desta guerra não foi agradável. E desta forma aconteceu a destruição. Os homens eram os mais fracos, todavia, ganharam a guerra porque os monstros lhes eram favoráveis.

Talvez vocês não saibam, mas quem me contou esta história foi a última árvore, o Pau Brasil, duma cidade chamada Pau Brasil, dum país chamado Brasil. Este último Pau Brasil enviou-nos a seguinte mensagem:

“Os filhos de Adão desobedecem a Deus e ao destruírem as árvores, trazem grande mal para si. Sem árvores, sem ar e  água de qualidade, sem perfume, sem saúde e sem fruto. Desta forma, o homem está destinado à implosão existencial. Os filhos de Adão estão ficando sem árvores e sem vida. As árvores estão guerreando pela sobrevivência. Elas estão perdendo e os homens pensam que são vencedores. Todavia, o espelho do bom senso tem revelado que sem as árvores são seres destinados à morte pela própria estultícia. No dia 21 de setembro comemora-se o dia da Árvore e nós não queremos piedade, queremos respeito.”

Contribuição voluntária e sem valor determinado.
Marcio Gil de Almeida
Pix 49981919500

Veja  obras de Marcio Gil de Almeida em forma de e-book:

Conflito entre a Estrela e o Satélite

 



Autoria - Marcio Gil de Almeida

Certo dia, o Sol irritado, falou o que não devia com a Lua.  A reação do Lua foi o esperado e isto gerou um conflito. Um conflito entre uma Estrela e o um Satélite é um desgaste com conseqüências gravíssimas. Ninguém deseja conflitos, mas eles acontecem... Os conflitos deixam marcas e lições. O pior que pode acontecer de um conflito é ser insolúvel. Agora, vamos contar a estória do conflito.

O Sol e a Lua estavam em seu trabalho normal, quando o Sol chamou a atenção do Lua e disse:
-Estive observando como a humanidade gosta de ti.
-Realmente gostam muito de mim. Mas, você não fica longe... Afirmou a Lua.
-É claro que os humanos gostam mais de você. Se estiverem apaixonados, se amam ao luar. Se quiserem se divertir e festejarem em grupo, o fazem à noite quando impera Vossa Excelência. Disse o Sol.
-Acredito que o amigo está com ciúmes sem motivos, porque sem ti não haveria vida na terra. Novamente, falou a Lua.
-Você Lua, só brilha com a minha luz e não tem valor sem mim. A humanidade deveria gostar mais de mim do que de você. Falou o Sol.
-Sol, você é um chato, um mala sem alça, ciumento, confusento, louco etc. Está incomodado, siga o adágio dos humanos: “Os incomodados que se mudem”. Irritado e em alta voz, respondeu a Lua.

 O Sol ficou muito irado com a palavra da Lua. Pensou em brilhar em outra galáxia ou de não emitir a sua luz por um tempo. Pensou até mesmo em liberar calor de tamanha intensidade que iria queimar todo o sistema solar. Verdadeiramente, o coração do Sol ficou mais quente do que o normal. Voltemos à estória.

quarta-feira, 17 de setembro de 2025

Natureza de Cobra

 

 


Conta-se que em certa floresta, havia um número extraordinário de cobras. Estas cobras resolveram eleger uma rainha para elas. Ao passar o tempo,  a Rainha das cobras  resolveu fazer um grande banquete em festejo do seu aniversário.  Ora! Quando se fala em banquete muita comida é necessária. Então, a Rainha das cobras ordenou que todas as cobras formassem um grande circulo e aos poucos fossem fechando para capturarem animais pequenos com finalidade de usarem no banquete. Pois bem, o ciclo foi fechando e aprisionando  todos os animais de pequeno porte e  agradáveis ao paladar das cobras.

As cobras estavam felizes, mas, algo extraordinário aconteceu. Um animal de grande porte, um animal mágico e chamado de Unicórnio, estava dentro do círculo. Daí iniciou um diálogo entre o Unicórnio e a Rainha das cobras.

-Deixa-me sair do círculo. Disse o Unicórnio.
-Não vamos deixar você ir embora. Afirmou a Rainha das cobras.
-Eu sou demasiadamente grande para me comerem. Deixa-me ir. Disse o Unicórnio.
-Nós não vamos deixar você ir embora por que temos o prazer de matar, o prazer de ver a morte, afirmou a Rainha das cobras.

Então unicórnio insistiu...

-Mas, vocês sabem que eu sou um animal mágico? Que toda a floresta depende de mim? Que a floresta irá sofrer muito? Os animais irão sofrer enormemente e muitos sofrerão pela fome que virá? Indagou o Unicórnio.
- Nós não nos importamos com isso. É a nossa natureza. Afirmou a Rainha das cobras.
-Você sabe que, quem mata um Unicórnio será amaldiçoado? Questionou o Unicórnio.
-Nós, não nos importamos com isto. Afinal de contas, nós já somos amaldiçoados. Nós, não nos importamos com maldição alguma. É a nossa natureza. Finalizou a conversa, a majestosa Rainha das Cobras.

Nas árvores haviam aves que assistiam o diálogo. Estas aves, muito preocupadas, clamaram pela libertação do Unicórnio. Todavia, as cobras disseram que "não".

Então, as cobras, às suas centenas, atacaram e mataram o animal mágico, o Unicórnio. Naquele instante, nada aconteceu e parecia que nada iria acontecer. Entretanto, passando alguns dias, a floresta e os animais sem proteção foram atacados por magias malignas e por seres que tinham a missão de destruir a floresta. A aflição da fome alcançou a todos os animais e muitos morreram. As cobras ao verem a destruição e a morte de muitos, não se importaram, pois assim era a sua natureza.


Cuidado com as pessoas que têm a natureza de cobra. Nos seus interesses não há escrúpulos, não há piedade, só há o egoísmo e a sua vontade insana.

Quem tem a natureza de cobra, não se importa com a verdade, com a justiça, com o sofrimento alheio e nem com as consequências dos seus atos. Elas são o que são e o que importa é alcançarem os seus objetivos e o que mais gostam, controlarem a todos para o seu bel prazer fútil.

Autoria: Márcio Gil de Almeida


Contribuição voluntária e sem valor determinado.
Marcio Gil de Almeida
Pix 49981919500

Veja  obras de Marcio Gil de Almeida em forma de e-book:

O REINO DOS URUBUS

 Marcio Gil de Almeida


Certa vez, o Urubu Rei, muito insatisfeito com sua vida, disse que não se conformava com a atitude dos outros animais para com a sua espécie. Ele ficava indignado com a expressão facial dos demais animais. A demonstração de nojo para com os urubus era patente. Estar perto de um urubu significava que algo ruim iria acontecer, e aguentar o mau hálito dos urubus era impossível.
            O Urubu Rei tomou uma decisão. Convocou os companheiros e declarou: Vamos mudar a nossa imagem para sermos aceitos pela bicharada.  Para isto vamos mudar nosso hábito alimentar.
Então, houve no Reino dos Urubus uma mudança radical. A imagem mudou e trouxe  vantagens e desvantagens. Os urubus passaram a caçar, e de nojentos, foram transformados em temidos.  E não apenas isto, ganharam inimigos que procuravam oportunidades para atacá-los, pois concorriam no mesmo tipo de alimentação. Passado algum tempo, houve uma reunião e os súditos do Urubu Rei reclamaram que muitos companheiros foram mortos por outros animais.  Diziam:

- Antes, ninguém se interessava por nós e não éramos comidos. Agora, nós também viramos comida. Outra reclamação está com o novo tipo de comida, ela é menos abundante devido à alta concorrência, isto sem falar que caçar é exaustivo.  Perdemos a paz e as carniças estavam se perdendo porque ninguém as queria comer. Estamos com saudades da antiga vida.

O Urubu Rei percebeu que o seu reino estava sendo destruído e resolveu deixar a “boa imagem” de lado e voltaram ao antigo hábito alimentar. Afinal de contas, comer carniça tem muito mais vantagem.



Não há sabedoria em se viver de  “boa imagem”.
        Não existe coisa melhor do que sermos o que somos.
        A sabedoria nos leva a simplicidade.



Contribuição voluntária e sem valor determinado.