domingo, 31 de agosto de 2025

ORIGEM DO TEXTO - Parte I

 

Todos nós pensamos sobre a origem do texto. Qual seria a sua origem? Pois bem, eu tenho a resposta. Vou contar a verdadeira estória. A estória que todos querem saber... Podem sentar-se, tomarem um delicioso refresco, comerem pipoca e relaxarem. Agora, prestem muita atenção.

Dizem que em um universo paralelo, havia um planeta chamado Ortos. O planeta estava passando por uma crise em seu Meio Ambiente. Os seus habitantes eram profundamente egoístas. Seres de formatos diferentes e com nomes esquisitos. Estes eram as “Letras”. As Letras não conseguiam unir-se para promover a sobrevivência de todas. E foi por isso que um mal estava avançando contra as mesmas. O nome deste mal era “O Terrível Buraco da Incompreensão”. O planeta Ortos estava sendo invadido por raios flamejantes chamados de Estultícias. Os raios fritaram a maior parte das letras, sobrando apenas 26 delas. Para resolver o problema, as Letras reuniram-se em assembléia para buscar a solução. Elas resolveram registrar os nomes das Letras restantes. E assim se fez e os nomes foram registrados, os quais são: A,B,C,D,E,F,G,H,I,J,K,L,M,N,O,P,Q,R,S,T,U,V,W,X,Y e o Z.

O movimento era liderado pelo “A” e pelo “B”. Na reunião, o “A” sugeriu que cada de Letra formasse uma grande base de onde partissem todas as ações para combater “O Terrível Buraco da Incompreensão”. O “S” , a mais sábia das letras, animadamente disse: O nome da base será “Alfabeto”, e isto em homenagem aos ancestrais do “A” e do “B” que eram chamados de Alfa e Beta. Todas ficaram felizes. Entretanto, o “P”, sugeriu que era necessário haver a formação de pequenas equipes que estariam trabalhando contra o Grande Mal. E assim foi feito, e o nome colocado em cada equipe fora “Palavra”.

sábado, 30 de agosto de 2025

O Fim do Disco Venil (Texto + Audio)

 



                                                


Conta-se que numa casa muito chick. Lá havia os melhores móveis, o melhor aparelho sonoro e em destaque uma instante no centro da grande sala com um enorme numero de discos vinis. Então, certo dia, um disco vinil, incomodado com um dos discos que estava arranhado, falou o seguinte:

-Senhores, nós sabemos que aqui está a elite dos discos vinis. Estou envergonhado com o nosso companheiro que está arranhado. Ele pertence ao nosso grupo e isto é inaceitável. Temos que fazer alguma coisa.


Todos os discos ficaram em alvoroço. Desta forma iniciaram uma grande reunião. Elegeram o disco vinil que tinha por nome Sr. Excelente para presidir a assembléia. O disco Sr. Excelente disse:

-Companheiros, a situação é grave. Temos que estabelecer critérios para manter a nossa posição de elite.

-Não pode haver nenhum disco em nosso meio com ruído ou muito menos com arranhões que façam a Srª Agulha deslizar de um lado para o outro sobre o mesmo. Afirmou o disco Sr. Muito Bom.

-Temos que antes de querer expurgar amigos de tantos tempos, devemos usar outros meios para recuperá-los. Gritou o disco Sr. Misericordioso.

-De jeito nenhum podemos correr este risco. Temos que nos manter no padrão da excelência. Conclamou o disco Sr. Status.

Então, criaram critérios tão rígidos que nem um se quer ruído poderia ser ouvido de um Disco Vinil. Elegerem, também, a Srª Agulha como juíza sobre todos. Deram autoridade para ela em dar destino para os discos que não estivessem dentro do padrão e a entrar em contato direto com os humanos para as devidas providências.

Conforme a autoridade da Srª Agulha, todos os discos arranhados foram expurgados de uma só vez. E isto trouxe muito alegria para os idealizadores da lei. Só que eles não imaginaram que a Srª Agulha iria continuar trabalhando. A Srª Agulha seguiu ao pé da letra os critérios estabelecidos e continuou a expurgar os discos que tinham algum ruído. Os discos vinis começaram a reclamar... Só que já era tarde de mais, pois o disco Sr. Status foi expurgado com vinte ruídos, o Sr. Muito Bom, com cinco ruídos e o Sr. Excelente com apenas um ruído.

A Srª Agulha recomendou aos homens que se fabricassem uma versão melhor do disco vinil e daí surgiu o CD. E para a surpresa da Srª Agulha, ela também foi excluída porque não servia mais pra os novos discos. Os CDs são lidos por um mecanismo que utilizam lasers.


LIÇÃO

Muitos se consideram superiores às demais pessoas, os tratam mal, os humilham e os descartam. Só que eles se esquecem que do mesmo jeito que eles descartam os outros, chegará o seu dia que também serão descartados. Ninguém é insubstituível. A melhor opção é fazer amigos, ser ético e cumprir a obrigação. Quem trata bem o próximo, encontrará no futuro uma mão amiga.


Autoria de Marcio Gil de Almeida
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O Mistério das Meias Impares

 


Autoria
Marcio Gil de Almeida

No mundo todo existe uma perplexidade e desta forma surge uma pergunta com um teor de indignação e de falta de explicação. Estou falando, no que concerne, quando todas às vezes vamos ao guarda-roupa e só encontramos uma meia do par e que a outra deveria estar lá. Mas, sempre tem uma meia faltando e não tem o porquê. E aí, buscando a resposta, finalmente encontrei. É difícil de acreditar, mas é a verdade. Vou passar a contar a misteriosa estória dos seres Ímpares.

terça-feira, 19 de agosto de 2025

Lutamos...

 


Todos os dias
São dias de desafios
Os nossos desafios são como caçar leões
E todos nós somos caçadores de leões
Lutamos, lutamos e lutamos...
E vencemos!

Professor Marcio Gil

sábado, 16 de agosto de 2025

Apenas Deus...

  



Apenas Crer
Apenas Esperar
Apenas ser socorrido
Apenas doar-se
Apenas entregar-se
Apenas viver
Apenas vencer
Apenas Deus em nossas vidas!

Marcio Gil de Almeida

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sábado, 2 de agosto de 2025

O Jumento Alado e o Rei Leão

 

                                


Conta-se que numa floresta, os animais tinham uma sociedade organizada. Nela havia uma organização social, política, econômica e jurídica. Era uma sociedade democrática com seus poderes legislativo, judiciário e executivo. Apesar que houvesse toda essa modernidade a magia jamais separou da mesma. Esta era a sociedade dos animais daquela floresta.

A suprema corte daquela sociedade era formada apenas por coruja especiais e eram corujas que passavam por um processo muito rígido para ser juízes. Cada coruja tinha sua própria capa mágica que ajustava ao corpo de quem a levava, crescendo ou diminuindo o tamanho.

Certo dia, uma das corujas da Corte estava com muita fome e não conseguiu esperar anoitecer para caçar. Ao sair durante o dia ensolarado para caçar, os raios solares ofuscaram sua visão e a coruja chocou-se com um rochedo que a levou a morrer instantaneamente. A sua capa saiu a flutuar e pousou sobre os lombos de um jumento. A capa automaticamente ajustou-se ao tamanho do jumento, mostrando toda sua imponência.

Para ser juiz da suprema corte seria necessário ser  coruja e passar pelo um grande processo de avaliação. O jumento não aceitou devolver a capa e por meio da força, tornou-se o primeiro juiz da Suprema Corte. Ele ficou muito feliz, andava saltitante, mostrava a sua capa e não parava de relinchar. Ficou tão feliz que colocou um nome para si mesmo: O Jumento Alado.

O Jumento Alado andava pela floresta e os outros animais não paravam de estranhar por ver um jumento ser juiz da suprema conte deles. O Jumento Alado não estava nem aí para eles e começou o seu trabalho de magistrado. Ora tomava decisões corretas e muitas vezes tomava decisões esdrúxulas.

O novo juiz, o Jumento Alado, aparentemente não tinha nada de burro. Vendo ele, ser único da sua espécie pertencente à corte, burlou as leis e conseguiu levar mais outro jumento. Esse jumento tinha uns olhos esquisito, parecendo olhos de morcego e tinha um costume muito estranho. Ele ficava diante das árvores coçando a cabeça, pensando que iria sair algo pontiagudo da sua cabeça... Ele coçava tanto que não havia mais pelos sobre a sua cabeça. Era um jumento careca.

O Jumento Alado ganhou fama e com a fama vinha, também, a fofocas. Conta-se até, que na beira da lagoa, o macaco, o sapo e a raposa falavam do estranho juiz. O macaco falou:

-Esse jumento juiz, chama a si mesmo de Jumento Alado. Mas, eu não sei não... O nome para ele parece ser mais apropriado: o Jumento Alegre.

A Raposa estranhou e o sapo só faziz: ploc, ploc. A raposa falou:

-Explique melhor, macaco.
-Quando outro jumento fica perto dele, o mesmo fica todo feliz e arrepiado...
- Vocês não sabem é de nada...Disse a raposa. Antes dele viver entre nós. Este dito Jumento Alado vivia entre os homens. Ele era propriedade de um homem que ferrava os seus animais com ferro meio estranho. Esse ferro deixa marca nos animais como se fossem duas mãos humanas com nove dedos. É por isso que o nome dele quando chegou aqui, era o Jumento dos Nove Dedos.



Enquanto isso, o sapo só olhava e fazia: ploc, ploc, ploc...



O Jumento Alado tinha o maior orgulho do seu relincho. E por isso ele ia aos lugares mais altos da floresta e relinchava até cansar. Ele fez alianças políticas com políticos nem um pouco bem vistos e com interesses suspeitos e os mesmos tinham o nome sujo na Corte Suprema.

Tudo ia muito bem nos projetos do Jumento Alado. Até que, em uma das eleições para supremo líder da nação, foi eleito um animal diferente: um leão... E todos os chamavam de O Rei Leão. Os animais adoravam aquele novo líder. Ficaram apaixonado pela juba e do rugido daquele leão. Isto trouxe uma grande inveja e uma indignação muito grande da parte do Jumento Alado.

O Jumento Alado passou a tramar contra o Rei Leão, para tirá-lo do cargo e ainda o destruir. E não apenas o Rei Leão, mas a todos quantos estivessem do lado do mesmo. O Jumento Alado fazia todo tipo de conspiração política e jurídica contra o Leão e a crise se tornou cada vez mais acirrada, a ponta dos animais da floresta se juntarem com Rei Leão para defendê-lo.

Passado o tempo, O Jumento Alado, acreditou que estava vencendo a guerra contra o Rei Leão. Então, ele foi até a presença do rei Leão para escarnecer  perante toda a população. O Jumento Alado, relinchava sem parar na frente do Rei Leão, com movimento ameaçadores e declarando a sua vitória sobre ele. O Rei Leão estava assentado com tranquilidade ao lado da sua amada esposa, a Leoa. Ele levantou, deu um grande rugido e com só um movimento, deu uma patada no jumento, que o mesmo caiu morto ao chão.

Moral da fábula:

Jumento alado que relincha na frente do leão,
Conhecerá o rugido e a pata do leão

Jumento alado que enfrenta leão, 

Comida será na boca do leão.

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Porcos, Lobos e Ovelhas

 


Certa vez, em uma fazenda, os seus animais chegaram à conclusão que precisavam de uma organização administrativa, de terem os seus próprios líderes e terem a sua própria organização política para administrar a vida de todos os animais. Então, eles fizeram uma eleição para um grande Conselho e nesse Conselho foram eleitos os porcos, que andava sempre sujos e cheios de lama. Também, foram eleitos  certos seres que estavam enganando a todos e que eram lobos com pele de cordeiros. 

Durante muito tempo, os porcos e os lobos lideraram aquela comunidade de animais. Os  porcos roubava os alimentos de outros animais e quem os denunciavam, eram punidos severamente. Os lobos devoravam outros animais e quem os acusassem, eram punidos com a morte.

Ao passar o tempo, foram realizadas outras eleições. Como dantes, foram eleitos porcos e lobos com pele de Cordeiros. Mas, agora, fora incluída uma única ovelhinha. Era uma ovelhinha linda e com seus pêlos branquinhos. Eles tomaram posse dos seus cargos e passaram a trabalhar.

O tempo passou, os antigos membros do conselho, porcos e lobos, perceberam que a ovelhinha era diferente e que estava incomodando demais. Lobos e porcos passaram a trabalhar para se livrarem da ovelhinha. Então, um dos porcos, sujo de lama tocou na ovelhinha sujando um pouco seus pêlos brancos. E como porcos e lobo já tinham combinados, passaram a atacar a pobre da ovelha.

Os porcos começaram a gritar: você é imunda, você desprezível, você é intolerante, você não tem articulação  com este grande Conselho de Magistrados e nós não aceitamos a sua intolerância.  

Os lobos, por sua vez, com peles de cordeiros, começaram a acusar ovelhinha: É você que anda por aí devorando os outros animais. É você, sim. Já me disseram que foi você... É você que tem cara de ser grande devoradora de animais.

Aí, então, toda comunidade só fazia assistir e não tomaram nenhuma atitude! Depois que os porcos e os lobos acabaram com a moral da ovelhinha, a devoraram. O próximo passo foi o  desaparecimento de toda aquela comunidade de animais com a sua destruição total.

Moral da história:

Quando o homem do bem não age, o mal domina e destrói a tudo e a todos.

Quando não se luta pela justiça, a injustiça impera e o mal vence.

Quando ficamos do lado de quem rouba e destrói, com nossa omissão, todos são atingidos.

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Feliz

 



Dê um sorriso para a vida.
Não olhe somente para as dores,
Acredite na possibilidade do mudar.
Veja o melhor. Acredite!
Você irá encontrar motivos para sorrir!
Quando pela manhã levantar,
Não haverá tristeza para triunfar,
Somente um sorriso para marcar,
E uma nova vida começar

Comece com a letra F,
F de fidelidade.
Ande com a letra E,
E de entusiasmado.
Não pare, a letra L está aí,
L de luta.
Use a letra I,
I de inteligência.
Para finalizar use a letra Z,
Z de zelo.
Estar feliz é uma atitude de vida;
Não depende de bens.
Depende de decisões e de atitudes.
Depende de amar a si mesmo mais do que as faltas.
Falta de um emprego, falta de uma casa própria, falta de coisas que outras pessoas acham que teríamos de possuir, falta de um Status, falta do amor de quem achamos que deveria nos amar como nós o amamos...
Não importa as faltas, o que importa é a escolha que fazemos.
Somos felizes, por que somos fiéis, entusiastas, lutadores, inteligentes e zelosos.
Estamos felizes porque acreditamos num amanhã melhor.
Fiéis, entusiasmados, lutadores, inteligentes e zelosos pela vida feliz.
Feliz para nós mesmos.
Lembrem-se: ninguém fará outro feliz, se não começarmos em nós mesmos.

Autor: Marcio Gil de Almeida
Posta do site Recanto das Letras

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O Reino dos Espinhosos

 Marcio Gil de Almeida

Teólogo e Pedagogo

Dizem que em um país muito grande tinha uma espécie muito rara, diferente dos seres humanos e muito racional/emocional. Esta espécie era os Coendou Prehensilis Super que depois com a sua extinção sobrou apenas de uma subespécie irracional, chamada de Coendou Prehensilis. Como o nome é grande e complicado, vou chamá-los de Espinhosos porque eram cheios de espinhos.

Minha Vida...

  




Mamãe é a minha vida!

Meu pai é a minha vida!

Mas Deus é toda minha vida!

E de eternidade a eternidade tu és a vida.






Marcio Gil de Almeida

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O Pequeno Vaso

 Marcio Gil de Almeida

Teólogo e Pedagogo
Certa vez em um quartinho, onde se guardava ferramentas diversas e entre elas o balde de alumínio, vasos de barros, enxadas, pares, martelos, facões, serrotes etc. Diante tantas ferramentas que se encontrava ali, um um pequeno e simples vaso de barro. Todos estavam envolvidos numa grande construção. Todos tinham achado os seus lugares, todos… menos um: o Pequeno Vaso de Barro. Ele era delicado, com um formato diferente, encostado no canto, que em nenhuma ocasião era lembrado.
O Pequeno Vaso, empoeirado e esquecido pelos obreiros, sofria costumeiramente de zombarias e de desprezo pelos companheiros do quartinho. Muito tempo se passou e a obra terminou… A construtora começou recolher todos os equipamentos, ferramentas e materiais. Uma das últimas coisas a ser colocadas no caminhão seria o Pequeno Vaso. Digo, seria posto no caminhão porque no momento do ocorrido, apareceu o Decorador do novo edifício e achou interessante o Pequeno Vaso e pediu o mesmo ao seu proprietário. O dono da construtora olhou para o Pequeno Vaso e pensou: “Vou dá-lo, a final de contas para mim não tem serventia alguma.”
O Decorador pegou o Pequeno Vaso, o limpou, pintou e colocou nele uma flor dourada com estilo de alto padrão artístico. O Pequeno Vaso foi colocado no principal salão e passado muito tempo de exposição e em destaque, foi considerado como parte integrante do patrimônio cultural da cidade.
LIÇÃO
Queridos a vida muitas vezes nos coloca em posição de zombaria e descrédito. Todavia, até os pequenos, frágeis e sem expressão têm o seu valor e o seu lugar. Deus te ama e tem um plano para sua vida. Valorize o que você é, mesmo que seja um Pequeno Vaso. Quem sabe por ser tão diferentes estará em destaque quando a oportunidade chegar. Há lugares e grupos que nos destroem e há outros que nos honram. Continue sendo o que você é e no momento certo deixará a sua marca na história.
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Certa vez em um quartinho, onde se guardava ferramentas diversas e entre elas o balde de alumínio, vasos de barros, enxadas, pares, martelos, facões, serrotes e outros. Diante tantas ferramentas que se encontrava ali, um um pequeno e simples vaso de barro. Todos estavam envolvidos numa grande construção. Todos tinham achado os seus lugares, todos... menos um: o Pequeno Vaso de Barro. Ele era delicado, com um formato diferente, encostado no canto, que em nenhuma ocasião era lembrado.
O Pequeno Vaso, empoeirado e esquecido pelos obreiros, sofria costumeiramente de zombarias e de desprezo pelos companheiros do quartinho. Muito tempo se passou e a obra terminou... A construtora começou recolher todos os equipamentos, ferramentas e materiais. Uma das últimas coisas a ser colocadas no caminhão seria o Pequeno Vaso. Digo, seria posto no caminhão porque no momento do ocorrido, apareceu o Decorador do novo edifício e achou interessante o Pequeno Vaso e pediu o mesmo ao seu proprietário. O dono da construtora olhou para o Pequeno Vaso e pensou: “Vou dá-lo, a final de contas para mim não tem serventia alguma.”

Natureza de Cobra

 

 


Conta-se que em certa floresta, havia um número extraordinário de cobras. Estas cobras resolveram eleger uma rainha para elas. Ao passar o tempo,  a Rainha das cobras  resolveu fazer um grande banquete em festejo do seu aniversário.  Ora! Quando se fala em banquete muita comida é necessária. Então, a Rainha das cobras ordenou que todas as cobras formassem um grande circulo e aos poucos fossem fechando para capturarem animais pequenos com finalidade de usarem no banquete. Pois bem, o ciclo foi fechando e aprisionando  todos os animais de pequeno porte e  agradáveis ao paladar das cobras.

As cobras estavam felizes, mas, algo extraordinário aconteceu. Um animal de grande porte, um animal mágico e chamado de Unicórnio, estava dentro do círculo. Daí iniciou um diálogo entre o Unicórnio e a Rainha das cobras.

-Deixa-me sair do círculo. Disse o Unicórnio.
-Não vamos deixar você ir embora. Afirmou a Rainha das cobras.
-Eu sou demasiadamente grande para me comerem. Deixa-me ir. Disse o Unicórnio.
-Nós não vamos deixar você ir embora por que temos o prazer de matar, o prazer de ver a morte, afirmou a Rainha das cobras.

Então unicórnio insistiu...

-Mas, vocês sabem que eu sou um animal mágico? Que toda a floresta depende de mim? Que a floresta irá sofrer muito? Os animais irão sofrer enormemente e muitos sofreram pela fome que virá? Indagou o Unicórnio.
- Nós não nos importamos com isso. É a nossa natureza. Afirmou a Rainha das cobras.
-Você sabe que, quem mata um Unicórnio será amaldiçoado? Questionou o Unicórnio.
-Nós, não nos importamos com isto. Afinal de contas, nós já somos amaldiçoados. Nós, não nos importamos com maldição alguma. É a nossa natureza. Finalizou a conversa, a majestosa Rainha das Cobras.

Nas árvores haviam aves que assistiam o diálogo. Estas aves, muito preocupadas, clamaram pela libertação do Unicórnio. Todavia, as cobras disseram que "não".

Então, as cobras, às suas centenas, atacaram e mataram o animal mágico, o Unicórnio. Naquele instante, nada aconteceu e parecia que nada iria acontecer. Entretanto, passando alguns dias, a floresta e os animais sem proteção foram atacados por magias malignas e por seres que tinham a missão de destruir a floresta. A aflição da fome alcançou a todos os animais e muitos morreram. As cobras ao verem a destruição e a morte de muitos, não se importaram, pois assim era a sua natureza.

Moral da Estória

Cuidado com as pessoas que têm a natureza de cobra. Nos seus interesses não há escrúpulos, não há piedade, só há o egoísmo e a sua vontade insana.

Quem tem a natureza de cobra, não se importa com a verdade, com a justiça, com o sofrimento alheio e nem com as consequências dos seus atos. Elas são o que são e o que importa é alcançarem os seus objetivos e o que mais gostam, controlarem a todos.

Autoria: Márcio Gil de Almeida


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O Encanto...

 


O encanto passou,
Passou num momento,
Num momento tudo passou,
Mas, chega em momento só,
Que o encanto renovou,
E a vida continuou.


Marcio Gil de Almeida
Autor

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